domingo, 20 de março de 2011

Nascimento

Visitei três bebês na semana passada: Iasmim: doce como o nome; Gabriel: sentidos apurados para descobrir o mundo e Lunna: toda a luz divina numa frágil criaturinha que pesa menos de dois quilos. Ao observar a ternura desses novos habitantes do nosso mundo também (re)nasço, acredito no futuro e teimo na "mania de ter fé na vida". Eles trazem mais força do que imaginam: a pureza que pensamos ter perdido, a dedicação que achamos que nunca seríamos capazes de doar e, principalmente, o desmedido amor mais desejado do que imaginávamos.
É a vida! 

segunda-feira, 14 de março de 2011

A receita da vida

Quanta coisa a dizer, a pensar, a fazer...
A vida sempre vestindo traje muito formal e eu querendo vê-la em veste leve e translúcida, sem o tecido de tantos anseios.
Nas tentativas sempre frustadas de saber e dizer quem sou , para que vim e outras tantas perguntas sempre tão existencialistas, queria mesmo apenas SER! Sem tantas indagações e justificativas.
Qual a receita? Só me forneçam se o prato for simples e divinamente delicioso...
Acho que no fundo, no fundo a gente é que complica colocando ingredientes sofisticados, inventando um modo de preparo mirabolante, lendo a receita num livro de culinária russa. Penso que vida tem uma receita simples que por parecer destinada à iniciação culinária de crianças, acaba por passar despercebida nessa nossa busca pelo "sabor ideal".
Confesso que ainda não encontrei minha receita derradeira. Viver é um processo contínuo de experimentação. Sempre tento colocar amor como ingrediente básico para toda receita (como vó Terezinha bem ensinou) e também os temperos da terra e outros de lugares que nem mesmo conheço (ainda)...
No preparo, sempre escolho o método mais complicado para descobrir, no final, que havia uma forma bem mais simples... 
O resultado? Ainda estou me deliciando com o prato, mas sempre faço a medida dobrada para dividir com quem aceita averiguar meus dotes culinários. No mais, tudo é uma eterna busca...ou alguém terá a verdadeira  receita da vida para me dar?

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Entre o silêncio e a palavra quase sempre opto pela segunda alternativa. Vivo em busca da palavra que designa meu ser, da melhor palavra para se levar a vida e do nome certo para tudo que vou sentindo e vendo por aí. Ainda assim, às vezes sinto-me "bicho do mato" acuado diante do novo. Bairrismo a parte, atribuo essa tendência introspectiva a Minas que mora em mim, a Minas na qual vivo, ao sertão nortemineiro com o qual convivo desde a mais tenra idade e me ensinou a engolir a dor da seca ao mesmo tempo que vislumbro a beleza sinestésica do cerrado. Sem tentar ententer o motivo exato da presença em mim de uma parcela que prefere a omissão de palavras, compartilho com vocês uma letra de música com a qual sempre me identifiquei. Gosto de ouví-la na voz de Saulo Laranjeira.


Lamento Sertanejo
(Gilberto Gil)

Por ser de lá
Do sertão, lá do cerrado
Lá do interior do mato
Da caatinga do roçado.
Eu quase não saio
Eu quase não tenho amigos
Eu quase que não consigo
Ficar na cidade sem viver contrariado.

Por ser de lá
Na certa por isso mesmo
Não gosto de cama mole
Não sei comer sem torresmo.
Eu quase não falo
Eu quase não sei de nada
Sou como rês desgarrada
Nessa multidão boiada caminhando a esmo.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Cheiro de lírios

Havia o nervosismo, a responsabilidade, o trabalho! Mas, no espaço do evento, colocaram um arranjo de flores... Meu nervosismo ficou com cheiro de lírio. Isso fez toda a diferença...

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Travessia

Ultimamente ando com uma vontade louca de me espiar. Queria poder ir até o futuro e me ver numa situação cotidiana daqui a uns anos. Descobrir se continuei eu mesma, se consegui cumprir minhas próprias metas e alcançar meu sonhos. Mas tenho que me contentar com minha situação humana de eterna esperança. Não dar para prever o futuro então o melhor é mesmo aproveitar a "travessia". Só sei de mim no presente. O futuro é sempre uma ave sem rumo. Ou com o voo já traçado? Não sei. Pertenço mais às interrogações do que às certezas.